quinta-feira, 17 de junho de 2010

Inclusão Social.


O conceito de inclusão social relaciona-se ao acesso de todos aos benefícios que a sociedade puder oferecer. Baseia-se no respeito às diferenças, no exercício da cidadania e na dignidade humana. Portanto, refere-se a questões como igualdade de acesso a bens, tecnologias, informações e serviços existentes na sociedade, bem como valorização das expressões culturais das comunidades, liberdade de credo religioso, respeito à diversidade de etnia, gênero e orientação sexual.

É a partir do princípio do respeito à diversidade que se firma o conceito de inclusão social. Ainda há no Brasil um grande número de pessoas sem acesso à educação escolar. Além disso, ainda não é universalizado, em nosso país, o acesso aos espaços sociais nos quais se socializa e se cria o conhecimento.

P. E. A, consciente de que o sistema educacional brasileiro reflete as desigualdades sociais, propõe que a escola seja o lócus de conjunção das diferenças presentes nas comunidades, buscando atender os grupos sociais conforme seus interesses e necessidades e, ainda, possibilitar o desenvolvimento de habilidades profissionais, com vistas a contribuir para uma futura geração de renda e à superação das limitações sociais impostas a pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Para isso, valoriza os talentos de pessoas da comunidade que colaboram como oficineiros, estimula a participação da comunidade nas atividades realizadas nos finais de semana e mantém aberta a possibilidade de que professores regulares da escola participem das oficinas, vivenciando a informalidade educativa que se pretende seja propícia à criatividade, à alegria, à expressão cultural dos jovens participantes e à socialização em momentos de lazer e esporte.

As oficinas se constituem, então, espaços de inclusão dos interesses, necessidades e linguagens das juventudes, bem como de acolhimento às diversas formas de expressão cultural, momentos propícios ao exercício de democracia, por meio da aprendizagem de como administrar as diferenças nas relações interpessoais e oportunidades para o exercício da solidariedade do respeito aos limites entre os próprios direitos e os alheios. Vinculados estreitamente a esses eixos e a partir da proposta de transversalidade, propõem-se os seguintes princípios a serem observados no planejamento das oficinas e
nas abordagens dos seus conteúdos:
􀂾 Solidariedade (ética da cooperação)
􀂾 Respeito à diversidade: cultural, étnica, lingüística,
religiosa, de orientação sexual, de classe social
􀂾 O trabalho como meio de transformação do
homem e da sociedade
􀂾 Preservação do meio ambiente (patrimônio natural
e construído)
􀂾 Autonomia
􀂾 O lazer como direito social e como tempo e espaço
de organização

A abordagem transversal dos princípios sugeridos pressupõe que é possível estabelecer uma relação entre as questões da vida real e os conhecimentos específicos sistematizados, pois os temas transversais trazem para a aprendizagem um sentido social ao tratar da relação com os
outros indivíduos. Além disso, trazem a vantagem de não requerer dos oficineiros que interrompam as oficinas para a sua abordagem, pois ao se tratar, por exemplo, das técnicas
de panificação ou de uma coreografia é possível dialogar sobre cooperação, respeito, ética, entre outras questões. Não se trata de impor aos participantes das oficinas valores escolhidos por aqueles que planejam as atividades, mas de promover uma discussão e estimular a escolha pessoal fundada em reflexão sobre as opções de comportamento, enfrentando a discriminação e o preconceito.
Os princípios sugeridos estão abaixo explicitados em sua pertinência às características e objetivos do programa:

Autonomia

A questão da autonomia do ser humano não pode ser entendida sem que se considere o contexto sócio-cultural em que ele vive, o que impõe limitações à sua livre ação, condicionando-a às circunstâncias históricas, religiosas, culturais e econômicas.

Existe, entretanto, uma margem de atuação em que o ser humano faz uso da vontade, da
consciência e da intenção.Nesse sentido, o indivíduo é capaz de reinterpretar a sua cultura, de recriá-la com base em um raciocínio comparativo entre a sua e as demais culturas existentes. Além disso, apesar de ser social, o indivíduo tem a sua trajetória particular de vida ao longo da qual desenvolve os processos psicológicos que lhe possibilitam construir significados e utilizar os dados da sua cultura como instrumentos para pensar o mundo e nele agir.

Dessa forma, a autonomia, que pode ser intelectual e moral, manifesta-se, por exemplo, quando o indivíduo é capaz de refletir de forma madura sobre uma questão e agir de maneira contrária às tradições da sua sociedade.

Esse amadurecimento é estimulado por uma educação que não se fundamente em relações autoritárias, mas que, ao contrário, permita a livre discussão de pontos de vista, a expressão da discordância, para que o indivíduo possa reestruturar seu sistema por meio do contato com a diversidade de informações encontradas em seu meio social e físico.

O Programa Escola Aberta colabora para a construção dessa autonomia ao estimular que a escola seja lugar de confluência das expressões culturais da comunidade, ao promover nesse espaço a discussão sobre temas da atualidade pertinentes à vida da comunidade e ao possibilitar a convivência em atividades de lazer e esporte.

Além disso, as oficinas de formação inicial, qualificando os participantes para o exercício de um trabalho, apesar de não resolverem os problemas estruturais da sociedade relacionados ao desemprego, contribuem para a construção de um sentimento de auto estima pela possibilidade de desempenho de uma atividade profissional.

Solidariedade (ética da cooperação)


A questão da solidariedade passa pela adoção de uma forma cooperativa de convivência e deriva da autonomia. O indivíduo autônomo é aquele capaz de conviver com diferentes pontos de vista existentes na sociedade e, mesmo assim, situarse de maneira consciente e independente nesse contexto, agindo de maneira a colaborar para o bem comum. Para compreender esse conceito é necessário que se esclareça a diferença daquilo que a teoria piagetiana denomina relação de coação e relação de cooperação.

Para estimular relações de cooperação é necessário que a educação se fundamente no cultivo do respeito mútuo, na liberdade de expressão de pontos de vista, na construção coletiva das regras e na escolha racional das próprias ações.

Dessa forma contribui-se para a formação de cidadãos que não se restrinjam a obedecer às regras e agir como a maioria, sem refletir criticamente sobre os próprios valores e atos e sobre
os do seu ambiente social, mas que se posicionem de maneira responsável frente às situações que desafiam sua capacidade de decisão.
A ética da solidariedade enfatiza o caráter comunitário e coletivo do processo educacional. A abertura das escolas aos finais de semana para receber pessoas da comunidade que irão participar de diversas atividades constitui-se, por si só, um exercício de democracia, de acolhimento das diferenças.

Um ambiente organizado nessas bases propicia aos jovens e demais participantes das oficinas a oportunidade de dizerem o que pensam sobre questões relacionadas ao seu cotidiano e de
receberem com flexibilidade as observações do grupo. Isso só é possível se ele sentir que é valorizado e respeitado como indivíduo, que a escola que se abre para recebê-lo é o local em
que a cooperação e o diálogo são utilizados como instrumentos da democracia.

O trabalho como meio de transformação do homem e da sociedade


Ter um trabalho tornou-se, na sociedade moderna, fonte de auto-estima, desenvolvimento ético, cognitivo e de socialização do indivíduo. A ausência de emprego e a impossibilidade de manter a si e a própria família podem gerar um sentimento de desvalorização que afeta negativamente a
maneira como os indivíduos vêem a si mesmos e aqueles com os quais convivem.
No atual contexto nacional, como reflexo do cenário de mundo industrialmente desenvolvido e globalizado, não há trabalho para todos, o que exclui um enorme número de famílias do acesso à maioria dos bens e serviços existentes na sociedade.

Muitos daqueles que encontram trabalho são de tal forma mal remunerados que permanecem em situação bem próxima à daqueles que experimentam o desemprego. Os jovens filhos das famílias das classes populares, sem acesso ao mínimo para uma vida digna, muitas vezes adotam
comportamentos violentos como forma de resposta à agressão de que se sentem alvo.

O Programa Escola Aberta, sem a pretensão de resolver o problema do desemprego que se origina de problemas econômicos estruturais da nossa sociedade, busca contribuir para o fortalecimento da auto-estima dos moradores das comunidades em que se encontram as escolas participantes, oferecendo, por meio de cursos de formação inicial, a oportunidade de aprendi-
zagem de um trabalho. Essa possibilidade significa, para muitas pessoas, uma forma de
complementar a renda familiar e de sentir-se capaz de melhorar a própria situação de vida.

Assim, as pessoas da comunidade têm a oportunidade de aprender uma atividade profissional
com outros moradores locais que disponibilizam suas habilidades, o que favorece também a aproximação entre pessoas interessadas em uma mesma atividade para a criação de grupos de trabalho. Conclui-se que a comunidade será beneficiada pelos seguintes resultados: melhora da auto-estima de indivíduos que antes se sentiam sem valor profissional, oferta de mais serviços, além da redução do tempo livre investido em atitudes prejudiciais ao patrimônio e ao bem-estar coletivo.

Respeito à diversidade: cultural, étnica, lingüística, religiosa, de orientação sexual, de classe social


Uma educação que se fundamente em ideais democráticos deve oferecer possibilidade de convergência das diferenças, criando um ambiente em que a tolerância e o diálogo estejam
presentes ao lado do respeito à expressão das diferenças de identidade. A compreensão de tais diferenças como resultados de uma construção histórica que se dá nas relações sociais e
políticas e de padrões culturais instituídos pelos grupos humanos como argumento para dominação do outro, permite a convivência com outro a partir de uma atitude mais inclusiva.
A escola é um espaço de convivência dos diferentes e, por isso mesmo, propícia à abordagem das questões motivadoras de conflitos. Nesse sentido, o Programa Escola Aberta, ao oferecer oficinas variadas para as pessoas da comunidade independentemente da faixa etária, abriga uma
gama de heterogeneidade que não pode ser ignorada e que deve ser transformada em vantagem para a coletividade.
O que aqui se propõe não é transformar uma oficina de corte de cabelo, por exemplo, em momento de discussão sobre o respeito à diversidade, perdendo-se o foco no objetivo da
atividade. Entretanto, é possível chamar a atenção dos participantes para a necessidade de respeito à diversidade de orientação sexual caso um homossexual deseje participar e a
turma se comporte de forma discriminatória. As atividades do programa, portanto, são ricas de
oportunidades para que se reflita sobre a qualidade da relação que cada um estabelece com o outro. Dessa forma a comunidade pode ser beneficiada pela aprendizagem de formas mais pacíficas, mais democráticas e inclusivas de convivência, a partir do rompimento com preconceitos e da reflexão sobre os valores adotados como padrões.

Preservação do meio ambiente (patrimônio natural e construído)


O conceito de meio ambiente, durante muito tempo, esteve relacionado apenas ao que se convencionou chamar meio “natural”, ou seja, aos animais, plantas, mares e florestas,entre outros. Atualmente já se compreende que as áreas urbanas e os seres humanos também são integrantes do meio ambiente.
A concepção dicotômica entre ser humano e meio ambiente produz uma atitude de exploração dos recursos naturais com vistas à promoção do que se convencionou denominar desenvolvime-to .Os modelos científico e econômico preponderantes preconizam a dominação da natureza pelo homem e, ao longo da história, sedimentaram uma visão antropocêntrica da educação, ou seja, a idéia de que o homem deve dominar a natureza para libertar a si mesmo e para aprimorar a ciência e a técnica úteis à sua sobrevivência.
Nesse cenário, o ser humano é considerado o centro de tudo e todas as outras formas de vida existem em função dele, para possibilitar o aprimoramento da técnica e da ciência úteis à sua sobrevivência. Conforme o economista Henri Acselrad (2000), “a degradação do meio ambiente é, via de regra, um processo de destruição de modos de vida e do direito à diversidade cultural de relacionamento das comunidades com a natureza”. Essa degradação resulta da exploração indis-
criminada dos recursos decorrente do desenvolvimento industrial, mas também da ação violenta de indivíduos contra o patrimônio público natural e construído. Essa ação resulta, muitas vezes, do sentimento de estar excluído do acesso aos benefícios sociais.
A questão ambiental refere-se à maneira como se dá a relação entre a sociedade e a natureza em seu sentido mais amplo, o que inclui a relação entre os seres humanos. Uma ação educativa com foco na preservação ambiental é aquela que busca,mais que promover o uso racional dos recursos naturais, promover uma mudança de valores, uma visão mais solidária de mundo fundada numa forma responsável de interagir com todas as formas de vida existente a partir do
reconhecimento da interdependência que há entre elas. Como conseqüência, deixa-se de educar para a competitividade a partir da percepção de que todos somos frutos da natureza sobre a qual erigimos a sociedade e que abandonamos como recurso já explorado que deve se reconstituir sozinho, depois de conquistarmos o conforto da tecnologia que facilita nossos processos de comunicação e nossa sobrevivência.
Nesse modo de pensar a relação com o meio ambiente, promove-se a leitura crítica do contexto social que nos incentiva ao consumo abundante e inconseqüente, ao invés de nos estimular ao
cultivo de atitudes de reutilização, restauração e reciclagem dos bens que criamos a partir dos recursos naturais. Assim, o sentido da adoção desse princípio pelo Programa Escola Aberta reside nos seguintes aspectos:
1. A proposta do programa estabelece uma relação de pertencimento entre escola e comunidade, o que estimula uma atitude de cuidado em relação ao patrimônio coletivo que é o espaço físico da escola, reduzindo as atitudes de depredação.

2. As oficinas de formação inicial para o trabalho são excelentes oportunidades de discussão sobre como a ação profissional consciente pode evitar danos ao patrimônio natural e ao construído, colaborando para a preservação da qualidade de vida, uma vez que as condições do ambiente influenciam as condições de trabalho dos grupos humanos.

3. As demais oficinas também oferecem oportunidade para uma tomada de consciência da forma como se dá o relacionamento das pessoas entre si e com o ambiente.

O lazer como direito social e como tempo e espaço de organização



As reflexões acerca da temática do lazer têm marcas pretéritas gravadas nas preocupações de antigos filósofos sociais. Entretanto, o período da chamada “sociedade industrial” é demarcador do peso que o lazer passou a exercer sobre os estudos no âmbito das ciências sociais no século XIX.
Clássicos como O Direito à Preguiça (1880), de autoria do socialista Lafargue, revelavam o evidente protagonismo da Europa nas discussões sobre o lazer, em virtude das péssimas
condições do trabalho industrial às quais eram submetidos os trabalhadores. No século XX a temática ganha musculatura e, segundo Marcellino (2002), o lazer passa a ser objeto de estudo
sistemático nas modernas sociedades urbano-industriais européias, quer capitalistas, quer socialistas.
O Brasil tem história recente na consolidação de estudos de natureza acadêmica com forte influência da escola européia. A década de 1980 foi fundante nesse processo. É possível creditarmos, também, aos efeitos da organização do movimento operário brasileiro, na luta por
melhores condições de trabalho e pela diminuição da jornada de trabalho, um elemento de instigação de estudiosos e pensadores no campo das ciências humanas para entenderem
o tempo disponível como um potente objeto de estudo. A materialização desse processo pode ser identificada na legislação brasileira. Nossa Constituição de 1988 trata, em seus artigos 6º (caput) e 217º (parágrafo 33º) o lazer como direito social e como forma de promoção social, respectivamente.
Outros exemplos da legislação brasileira reforçam esse evidente avanço: o Estatuto da Criança e Adolescente (1990), o Estatuto do Idoso (2003), o Estatuto da Pessoa com Deficiência (1999)
e o Estatuto da Cidade (2001) todos fazendo referências ao O Programa Escola Aberta fomenta esse direito em suas oficinas, nas mais variadas áreas uma vez que estimula as comunidades a repensarem: suas práticas culturais e a utilização de seu tempo disponível de forma criativa e autônoma.
Por intermédio do Programa Escola Aberta, as crianças, os jovens, os adultos e os idosos, em suas comunidades, têm possibilidades concretas e inovadoras de serem protagonistas na ocupação de seu tempo disponível do trabalho, ou de suas obrigações de natureza familiar, religiosa e fisiológica.
O p rograma possibilita o exercício do que Marcellino (2002)cunhou de “duplo aspecto educativo do lazer”, ou melhor, é possível nos educar pelo lazer e para o lazer. Cabe, ainda, ressaltar o potencial organizativo proporcionado pelo encontro fraterno e criativo de pessoas em seus momentos de lazer. A busca de soluções locais a partir dos problemas identificados como limitadores para o pleno exercício do direito ao lazer de qualidade das comunidades é entendido
como estratégica no Programa Escola Aberta.

Referências Bibliográficas


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Referências bibliográficas
1. ACSELRAD, Henri. Justiça Ambiental – Novas Articulações entre Meio
Ambiente e Democracia. In Série Sindicalismo e Justiça Ambiental,
Volume III – Movimento Sindical e Defesa do Meio Ambiente: o Debate
Internacional, editada em cooperação pelo Projeto Meio Ambiente
e Democracia do IBASE – Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas,
pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano da UFRJ –
Universidade Federal do Rio de Janeiro – IPPUR/UFRJ, com apoio da
Central Única do Trabalhadores do Rio de Janeiro – CUT/RJ, através de
sua Comissão de Meio Ambiente. Rio de Janeiro, 2.000.
2. Organização das Nações Unidas. Assembléia Geral das Nações Unidas.
Declaração Universal dos Direitos Humanos. 1948
3. DEMO, Pedro. Pobreza política. Polêmicas do nosso tempo.Campinas:
Ed. Autores Associados. 1996.
4. FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO. PRODOC
– Escola Aberta: educação, cultura , esporte e trabalho para a juventude.
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5. BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares
nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: introdução
aos parâmetros curriculares nacionais / Secretaria de Educação Fundamental.
– Brasília: MEC/SEF, 1998. 174 p.
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6. BRÜGGER, Paula.Educação ou adestramento ambiental? 2ª ed., revisada
e ampliada. Florianópolis: Letras Contemporâneas, 1999.
7. ILLICH, Ivan.Sociedade sem escolas. Petrópolis: Vozes,1973.
8. MOCHCOVITCH, Luna Galano. Gramsci e a escola. São Paulo: Ática,
1988.
9. LIBÂNEO, José Carlos. Democratização da escola pública: a pedagogia
crítico-social dos conteúdos. São Paulo: Loyla, 1985.
10. LA TAILLE, Y.; OLIVEIRA, M. K. e DANTAS, H. Piaget, Vygotski, Wallon:
teorias psicogenéticas em discussão. 14ª ed. São Paulo: Summus, 1992.
11. SECRETARIA DE EDUCAÇÃO MÉDIA E TECNOLÓGICA. Diversidade na
educação: reflexões e experiências/ Coordenação: Marise Nogueira
Ramos, Jorge Manoel Adão, Graciete Maria Nascimento Barros. Brasília:
Semtec,2003.
12. SNYDERS, Georges. A alegria na escola, São Paulo: Manole, 1988.
13. VIGOTSKY, L. S. A formação social da mente. 1ª ed. São Paulo: Martins
Fontes, 1984.
14. VIGOTSKY, L. e LEONTIEV. A. N. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem.
Trad. De Maria da Penha Villalobos. São Paulo: Ícone/Editora
da Universidade de São Paulo, 1988.
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e Pesquisa, São Paulo, v. 25, nº 1, p35-49, jan/jun, 1999.
16. SILVA, Josué Pereira.A crise da sociedade do trabalho. In Lua Nova,
nº 35 – 1995. p. 17.Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1989.
17. Marcellino, Nelson Carvalho (2002). Estudos do lazer: uma introdução.
3ª ed. – Campinas, SP: Autores Associados (Coleção Educação
Física e Esportes)

quarta-feira, 2 de junho de 2010

PROGRAMA ESCOLA ABERTA PARA A CIDADANIA:
















O programa “Escola Aberta para a Cidadania” é a execução de uma política pública para beneficiar a população, disponibilizando os espaços e equipamentos das escolas municipais, de forma organizada, nos fins de semana e férias. Promovendo educação, lazer, cultura, esporte e formação para o trabalho, para a comunidade em geral e especialmente aos jovens.

Objetivo

Repensar a instituição escolar como espaço alternativo para o desenvolvimento de atividades de formação, arte, artesanato, informática, cultura, esporte e lazer para a comunidade escolar e local, nos finais de semana e férias.

Além de:

- promover e ampliar a integração entre escola e comunidade;

- organizar oficinas gratuitas de acordo com as necessidades locais;

- contribuir para a qualificação da Educação;

- valorizar talentos locais para o desenvolvimento de oficinas;

- contribuir com os projetos da escola e do bairro;

- estimular o protagonismo juvenil e a cultura de paz.

Forma de Atendimento

Desenvolvimento de oficinas gratuitas, ministradas voluntariamente por talentos escolares, locais ou por meio de parcerias, em ambiente informal e de inclusão, observando a linguagem do “lazer”.

A escola recebe recursos para:

- ressarcir um Coordenador, um Organizador e Oficineiros da comunidade;

- aquisição de materiais de consumo e/ou permanente para as oficinas realizadas;

PÚBLICO ALVO

Comunidade escolar e local: alunos, professores, funcionários, familiares, moradores, visitantes.

MÉDIA DE ATENDIMENTOS: aproximadamente 120 atendimentos por escola no final de semana.

OFICINAS ATUAIS:

Esportivas (futsal, vôlei, basquete, futebol de campo, surf, tênis, karatê, taekwondo);

De Lazer e bem estar (origami, internet, yoga);

Artesanato (fuxico, customização, biscuit, bijuteria, tecelagem, cerâmica, cestaria);

Dança (salão, hip-hop, street, balé);

Educação Ambiental (reciclagem, jardinagem e horta);

Culturais (cinema, boi-de-mamão, capoeira),

Artísticas (pintura, violino, violão, flauta, bateria, teatro, coral);

de Formação (jornalismo, eletricista, culinária, informática, sabão);

Pedagógicas (leituração, inglês, espanhol, brincando com os números).

FINANCIAMENTO:

- Somam 9 as escolas financiadas pela parceria MEC/UNESCO. Os recursos do FNDE/FEFS são depositados direto na conta da APP para o exercício de 12 meses.

- São 5 as escolas financiadas pela Secretaria Municipal de Educação, que adota o modelo de Escola Aberta proposta pelo MEC/UNESCO desde 2007. Com meta de expansão atingida de 40% das escolas do Ensino Fundamental em 2009, 80% em 2010 e 100% até 2011.

EQUIPE: Na Escola - Coordenador Escolar e Organizador (membros da comunidade escolar ou local - ressarcidos); e Oficineiros (ressarcidos, voluntários e parceiros).

Na Secretaria Municipal:

Orion Moreno Pezzetta (Coordenação e Supervisão, 3251-6103);

Márli Lorenseti Gomes, Rosana-FNDE e Sandra-PMF (Financeiro, 3251-6139).

ETAPAS:

2005. Duas escolas com projetos independentes (EB Luiz Cândido da Luz e EB Maria Conceição Nunes).

2006. Projeto Piloto da SME com cinco escolas: Luiz Cândido da Luz, Maria Conceição Nunes, Acácio Garibaldi São Thiago, Henrique Veras e Mâncio Costa.

2007. Seis escolas aderem ao Programa Nacional Escola Aberta (mantidas as cinco anteriores e com a adesão da EB Osmar Cunha).

. SME propõe abrir escolas com recursos municipais.

2008. Liberação de Recursos Municipais para expandir o Programa na Rede Municipal de Ensino de Florianópolis, seguindo os padrões do MEC.

. Lei eleitoral não permite a abertura de novas escolas, pelo Programa Municipal, até após as eleições (até janeiro de 2009).

. Liberação de orçamento do MEC/FNDE para abertura de três escolas (EB Intendente Aricomedes da Silva, EB Dilma Lúcia dos Santos e EB Brigadeiro Eduardo Gomes).

2009. Liberação para aplicação do orçamento municipal na abertura de 40% das escolas do Ensino Fundamental.

2010. Meta de abertura de 80% das escolas de ensino fundamental.

2011. Meta de abertura de 100% das escolas de ensino fundamental.

PARCERIAS: MEC/UNESCO, UFSC (Conexões de Saberes, Jogos Cognitivos, MOVER), Projetos/DEF/SME (Línguas Estrangeiras, Esporte Escolar, Educação Ambiental, Educação Inclusiva, Boi-de-Mamão, Teatro), OAB-Cidadã, SENAC, Fundação Municipal de Esporte, Centro de Desenvolvimento Profissional (CDP), Jogos Cognitivos (UFSC), Guarda Municipal de Florianópolis, Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes, Santa Rita, Planeta Música/Orquestra de Cordas de Santa Catarina, Balcão da Cidadania/Câmara de Vereadores de Florianópolis, Casa Brasil.

NECESSIDADES: divulgar o modelo atual do programa Escola Aberta municipal e ampliar a discussão sobre sua implantação com a comunidade escolar e local.

AVALIAÇÃO (MEC/UNESCO):

-melhorias significativas no aprendizado dos participantes;

-redução de índices de violência intra e extra-escolar;

-melhoria no clima interno da escola (aluno-aluno; aluno-professor);

-melhoria das relações entre escola e comunidade;

-redução da depredação do patrimônio escolar.

Devido as grandes contribuições que as Escolas Abertas vêm proporcionando às suas comunidades e pelo crescente número de adesões, acreditamos que em breve este programa se transforme em Política Permanente em nosso País.

Orion Moreno Pezzetta

Coordenador do Programa Escola Aberta para a Cidadania

Prefeitura Municipal de Florianópolis

Secretaria Municipal de Educação

Diretoria do Observatório da Educação e Apoio ao Educando

Gerência de Programas Suplementares

(48) 3251 6103. escola.aberta@pmf.sc.gov.br. http://www.pmf.sc.gov.br/educa

Rua Conselheiro Mafra, 656, 5º andar, sala 504. Edifício Aldo Beck, centro, Florianópolis-SC. CEP: 88.010-902.

O que é Escola Aberta....

Escola Aberta
O projeto Escola Aberta começou a ser implantado em 2005, embora tenha sido concebido e preparado desde 2003, com o objetivo de superar o modelo tradicional de escola voltada para si mesma, encerrada dentro dos seus muros, com seus espaços e equipamentos ociosos em finais de semana. É mais um modelo diferenciado de escola que nasce.

A escola encontra a sua identidade na escola aberta, abrindo as suas portas, em finais de semana para atividades culturais, artísticas, esportivas, recreativas, de qualificação profissional, etc., oferecendo à comunidade a sua infra-estrutura e um conjunto de atividades organizadas e coordenadas, dentro de um projeto elaborado de forma participativa.

A escola, Abrindo Espaços para a Educação e para a Paz, conforme orientação da UNESCO, que apóia este projeto em Santa Catarina, é a Escola Aberta à Cultura e à Cidadania, de múltiplo uso comunitário, funcionando como centro popular de educação para todos.

Com o objetivo de garantir a descentralização educacional, a Escola Aberta surge, com pelo menos uma unidade em cada região, prevendo-se que até o final de 2005 se possa ter funcionando 90 escolas em todo Estado.

Mais do que a própria Escola Integrada e a Escola AMBIAL, a Escola Aberta permite e exige parcerias, as mais diversas, tanto com profissionais voluntários, quanto com os poderes públicos e organizações não-Governamentais.